Confortável isso? Confortável tanta apelação para entender que você está incluso nesse mundo? Esse comodismo que supera sua limitada visão, tão curta, delimitada a tão pouco, mostra que a satisfação é encontrada no seu infinito individualismo. De fato, não procuro sensibilizar com a degradação da África, não precisaria ir tão longe: “mais de 40% da população brasileira estão em situação de insegurança alimentar”, é essa a nossa realidade vizinha. Pessoas são obrigadas a morrer todos os dias para conseguir uma comida indigna e poder não se afogar no vazio pérfido que a sociedade abandona. ‘Não existir’ é uma solução bem aceita para a casual utilidade do ‘não se importar’. Precisaria de guerras para uma medíocre compaixão? Seria preciso sempre uma foto de um mendigo no jornal para então lembrar do coitado que tem fome? Mundo de merda, sempre deixando tudo a desejar. Sociedade hipócrita, dinheiro desgraçado!
(Ivana Almeida)











Isso seria suficiente. O mundo a volta parecia um ensaio de delinqüentes, vozes tristes ritmadas por uma canção sem nota alguma. Tudo havia de piorar se não tivesse ajuda de um braço que me sustentou por longos tilintar de dentes. Como teria sido? Não me permito imaginar sem sua presença. Tudo por ter sido o mais forte, o mais constante, o melhor amigo, o melhor sorriso. Por dizer que foste o mais brilhante, digo mais: importante homem. Você deu letra a minha música doente e febril, livrou-me da dor e ensinou um dialeto único: o de te amar. De tudo, entendi que é aqui o meu recomeço. Obrigada.







