quinta-feira, 29 de maio de 2008

Conformismo barato

Confortável isso? Confortável tanta apelação para entender que você está incluso nesse mundo? Esse comodismo que supera sua limitada visão, tão curta, delimitada a tão pouco, mostra que a satisfação é encontrada no seu infinito individualismo. De fato, não procuro sensibilizar com a degradação da África, não precisaria ir tão longe: “mais de 40% da população brasileira estão em situação de insegurança alimentar”, é essa a nossa realidade vizinha. Pessoas são obrigadas a morrer todos os dias para conseguir uma comida indigna e poder não se afogar no vazio pérfido que a sociedade abandona. ‘Não existir’ é uma solução bem aceita para a casual utilidade do ‘não se importar’. Precisaria de guerras para uma medíocre compaixão? Seria preciso sempre uma foto de um mendigo no jornal para então lembrar do coitado que tem fome? Mundo de merda, sempre deixando tudo a desejar. Sociedade hipócrita, dinheiro desgraçado!

(Ivana Almeida)

sexta-feira, 2 de maio de 2008

O que não dá pra guardar

"Até meu mundo foi dado
e nisso nada recebi,
até o amor me foi robado
mas tudo eu lhe cedi;"

Rimas tecidas ao fio da vida.
(Ivana Almeida)

terça-feira, 29 de abril de 2008

Veio a ser isso

"(...)Risadas precisas são jogadas ao espaço que nos separa e se unem formando um só som, mostrando que esse seria o ideal para um viver. O salientar de tudo isso seria as vezes que olha tão profundamente e mostra o futuro que quer viver comigo, seja este apenas de minutos.(...)"

Quando se precisa de algo menos doloroso.

domingo, 27 de abril de 2008

O Teatro Mágico

" Retrovisor
mostra meu olhos
com lembranças mal resolvidas
mostra as ruas que escolhi
calçadas e avenidas
deixa explicito que se vou pra frente,
coisas ficam para trás
a gente so nunca sabe
que coisas sao essas."

sábado, 26 de abril de 2008

Pinta a vida

Cores. As via em todos os lugares. Cores, tintas, vermelho, você. Nada de preto e branco, nada sem vida, uma felicidade só: CORES! Alegraria o mundo de lixo, morte, prédios; alegraria você. Mostrou bem mais do que a vida; vi tudo o que precisava para descobrir que o céu ainda continuava azul e as folhas nas árvores, mesmo que envelhecidas no chão, ainda mostravam sua origem. Entendam, falo em e por amor! Veja a luz, a lua, escutem o que precisar, mas olhe para si e note que há bem mais que problemas, há algo maior. Colore a vida, meu amor.
(Ivana Almeida)

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Paciência


Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
(Lenine)

terça-feira, 22 de abril de 2008

Canto errado


Algo para rir? O modo como prefiro ser deixado para trás, ante a te deixar. Se eu pudesse menos regalias e mais amor, o mundo seria nosso. Mas não é. Deveria trair minha confiança, não se importar comigo! Não prefiro que seja tudo que eu mais quis na minha vida, tudo que eu mais precisei. Como ficarei sem tocar no seu rosto, sem sentir sua pele, sem seu beijo? Vamos lá, responde a todas intrépidas dúvidas que tenho. Viver? Ah, simples falar todo dia, mas tenta só uma respiração entendida por errada! Precisaria sobreviver a cada pensamento que tenta por diversas desgovernar sua alma, é estranho. Relutar para um impossível esquecimento.
(Ivana Almeida)

Uma parte que não tinha


Não tem sol, nem solução
não tem tempero no meu dia
Não faz mal se a tradição nos traduz outra alegria
Não ter pressa dá a impressão de que a tarde virou tédio
não tem bala, belo, bola ou balão
não tem bula meu remédio.
e não tem cura...
acho que me perdi numa excursão
que fiz na tua certeza e na contradição
e não tem cura...
acho que me perdi numa excursão
que fiz na tua palavra, no teu palavrão
Não tem sol, nem solução
não tem tempero no meu dia
Não faz mal se a situação não traduz nossa alegria
Não ter festa dá a impressão de que o mundo ficou sério
não tem bala, belo, bola ou balão
não tem bula meu remédio.
e não tem cura... acho que me perdi numa excursão
que fiz pra lua
no meu único verso o sol é solidão
Não tem mal, nem maldição
não tem sereno no meu dia
Não tem sombra e assombração
Não tem disputa por folia
Tem bola de capotão, capitão capture essa menina
tem saudade e saudação
tem uma parte que não tinha...
parte que não tinha...
(Teatro Mágico)

sábado, 19 de abril de 2008

Bilateral

E como te dizer que eu não posso? Você vem sendo meu sol e respirar, a emoção mais forte, mas quem entenderia que ainda não estamos acima de toda razão? Como partirei sem olhar para o alto e ver seu sorriso me reservando uma vida? Grande e finita paixão, me diz que iremos dar certo, que sairemos firmes disso tudo para que eu possa acreditar por mais um segundo. Jogaria fora toda relatividade se ousasse meu querer, gritaria esse sentimento, correria para que nossos abraços se completassem como sempre o foi. E agora me faz entender, como ser tão forte diante de um sentimento tão criterioso? Então direi à saudade que precisarei de uma fortaleza imensurável, porque agora vejo que meu ritual emocional passará a ser oco e sem sentido. Minha dor, em possibilidades, será mais conflituosa que solução.
(Ivana Almeida)

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Delírio de tal mortal


Se eu pudesse ser uma mínima expressão do que tanto falo, chegaria a entender porque morro por tão poucas tentativas. Continuaria matando e morrendo por algo que me foi rasurado por descontínuas linhas de pensamentos – que incrível, espero que seja menos patética! Trazer o ar para os pulmões e tentar tragar sua poluição de impossibilidades que se construíram para nos separar. Como poderei tudo sem a vida que o seu sorriso me empresta? Responde-me criando soluções para meu amor viver por realidade! Esperarei sua lágrima envolta de estrelas transparentes nesse céu que me acusa. Dará uma pausa com ou sem continuação. Quem sabe não seja mais uma das cretinas paginas que escrevo para conseguir entender a dificuldade de estar viva.

(Ivana Almeida)

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Ternura


Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar extático da aurora.

(Vinícius de Moraes)

domingo, 13 de abril de 2008

Diz que pode ficar.


"E como uma segunda pele, um calo, uma casca, uma cápsula protetora. Eu quero chegar antes pra sinalizar o estar de cada coisa , filtrar seus graus. Eu ando pelo mundo divertindo gente, chorando ao telefone. (...) Eu ando pelo mundo e meus amigos, cadê? Minha alegria, meu cansaço? Meu amor cadê você? Eu acordei e nao tem ninguém ao lado." (Adriana Calcanhoto)

domingo, 6 de abril de 2008

Até que eu entenda



Deveria ter passado por isso. Precisava ter te dito tantas poesias e sofrer por cada linha, para poder assim saber que acabou. Pensar que te entreguei bem mais do que meu amor, entender que a ti foi dado bem mais que um beijo, foi meu fôlego cedido a cada luta interior. Perfurado e preso a cadeados violados, meu coração ainda tenta uma recuperação. Sei que precisava ter visto sua vida de romances, seus beijos sem piedade. Algo incrível? Ter meus melhores momentos por sua causa. Bem ou mal, precisei também crescer, e nada consegui deixar para trás. Hoje, vou largando cada pensamento, jogando como trilha, para quem sabe, você queira saber por onde andei e tentar me acompanhar. Ah pensamentos que me atraiçoa! Ainda penso o que não deveria.
(Ivana Almeida)

Músicas entre beijos

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Isso seria suficiente. O mundo a volta parecia um ensaio de delinqüentes, vozes tristes ritmadas por uma canção sem nota alguma. Tudo havia de piorar se não tivesse ajuda de um braço que me sustentou por longos tilintar de dentes. Como teria sido? Não me permito imaginar sem sua presença. Tudo por ter sido o mais forte, o mais constante, o melhor amigo, o melhor sorriso. Por dizer que foste o mais brilhante, digo mais: importante homem. Você deu letra a minha música doente e febril, livrou-me da dor e ensinou um dialeto único: o de te amar. De tudo, entendi que é aqui o meu recomeço. Obrigada.
(Ivana Almeida)

sábado, 5 de abril de 2008

Indagações finais

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Foi dito exatamente isso. Para que medir suas palavras, se hoje não são mais que dizeres ao ar? Deveras ter pensado em tão cortantes afirmações quando me convencia em sua doce lábia. Tanto esforço por uma afirmação? Poderia ter poupado tanto mais admitindo sua fraqueza como pessoa. Mostrar-se e ser, são inversas para ocupar algo em mim, e assim foi e sempre deveria ter sido. O que encontrei? Um coração, uma faca, um amor. Depois disso, apenas um líquido amargo de uma cicatrização lenta e dolorosa. Faz o teu mundo bem longe do meu, para que a minha fragilidade seja voltada a fortaleza que descobri ter. Tanto de um e bobagens de outro.
(Ivana Almeida)

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Ilusionista

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Você entende perfeitamente. Por que ver para um olhar tão sugestivo de promessas? Como é crucial a sensatez a centímetros de distancia. Querer sanidade, já passou a ser grande desafio, pois desejo tanto viver sua respiração ou sentir ao menos uma única vez seus dedos entrelaçados aos meus. Teus movimentos parecem cálculos e expressões que, sozinha, não consigo decifrar, porque envolve cada parte minha, cada pensamento.
Esperar centenas para um pouco mais ali, te vendo de tão perto. E derrubo-me para o erro de cair nos encantos seus, que fora um anzol jogado a um peixe faminto. Pior de tudo? Saber que estais mais longe do que distância física; estamos separados por sentimentos e disposição a tê-los. Mas vou lembrar desse teu sorriso, porque quem sabe me liberte desses teus olhos que me tira tanta a atenção. Espero não estar aqui quando souber de como sonhei.

(Ivana Almeida)

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Tiragem

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Mas daí pára e olha. O que foi feito do tempo usual? Para olhar realmente o todo, seria necessário ao menos uma grande metade de tudo isso. Pensar no espelho seria o mesmo de apenas olhar seu reflexo nos olhos do outro. Por que se restringir a sua própria satisfação? O proveito disso tudo, será um adeus casual, algo caiado de branco, para esconder as imperfeições movidas pelo tempo. Recomeçar? Tira essa maquiagem com traços enganosos, para poder realmente saber quem estar por detrás de um removedor. Essa é a coragem que fala baixo.
(Ivana Almeida)

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Até a mente

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Tudo termina com um cansaço. O inesgotável tempo que lhe era cedido, ao passar, passou. A noite lembrada de lágrimas, já não resistiu ao sono do dia seguinte. O beijo interminável, enfim terminou. Tudo, no seu literal, vem a acabar. A paixão? Ah, essa é conjugada à emoção, termina uma, não procure mais a outra, elas estão juntas nessa. Amor? Esse é aliado ao tempo, apenas ele dirá se é o que é. Se tudo real parece findar, prefiro te pedir uma única lembrança, para eu poder recordar assim, belo, criado para esse momento. Talvez não um beijo, quem sabe uma palavra ou até um sorriso para eu te fotografar em mente. De hoje para o sempre que passou.
(Ivana Almeida)

terça-feira, 1 de abril de 2008

Malefícios




O homem sofre de uma inclinação a fugir de seus erros e de medos assombrosos. Por que acha que o sono é o melhor tranqüilizador de todos? Eficazmente é lá que se cria outra realidade, de amor ou de ganância, de poder ou de pureza; objetivados vão ao encontro do próprio dormir – escapa do que te faz acordar. O adormecer, parte bela do refugiado, o acordar, amedronta o “enfrentar” os próprios temores e bicho-papão. As cobertas seriam mentiras, choros, escapadelas. Arranjos e rearranjos de momentos para curar-se, mas algo negativo querendo superar.
Tudo isso para não ter que te encarar e falar tudo o que eu sinto. Ah, esse medos...!
(Ivana Almeida)

segunda-feira, 31 de março de 2008

A dor de ter nascido humano

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As dores de morrer não fazem o sofrer mais do que a dor de amor. Criar uma doença pode ser fatal, tão quão surgir um amor amargurado, que necessita de uma vida. Todos possuem o amor dentro si, uns desenvolvidos, outros, por terrível atrofiação, mas o realizá-lo seria uma longa transição de si, para o próximo. Ter-se amado, amando recebendo, notará que não será um corpo único, mas a junção deles mostrará um amor inigualável. Disposição ao amor.
(Ivana Almeida)

Viva, é o tempo!

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Ah, o tempo! Como saber sua origem se desde que nasci você já havia de me fazer visitas? Como te desejar um bom dia, se quando tal, me vê envelhecida? Reminiscências, o tanto do meu pretérito, foi você quem mais se fez presente. De saber, o tempo, gostarei de tudo mais tarde, agora não posso aguardar o seu passar. Sei que fazes os mais racionais prazeres, mas deixa, o coração precisa chorar, catar, te escrever. Tão lúgubre, tão vilão, e você aqui, passando por mim. Ah, o tempo.
(Ivana Almeida)

domingo, 30 de março de 2008

Dia por dia

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É aquele velho ponto de partida: um bom dia atrás da boa noite. Criar esperanças para surtir momentos de alegria, ou ao menos equilibrista, ah esse sonho! Tudo depende temporariamente do dia, do sol, da lua. Por enfeito do tempo, parece tudo passar, brilhar, anoitecer, mas sempre com o toque do bom dom. Vendo as gotas do céu acariciando a terra seca, faz lembrar das tempestades provocadas por grande fúria do amor de tal. Ah, criatura, isso é apenas a chuva no quintal. Deixa o dia virar noite, daí a gente conversa.
(Ivana Almeida)