domingo, 6 de abril de 2008

Até que eu entenda



Deveria ter passado por isso. Precisava ter te dito tantas poesias e sofrer por cada linha, para poder assim saber que acabou. Pensar que te entreguei bem mais do que meu amor, entender que a ti foi dado bem mais que um beijo, foi meu fôlego cedido a cada luta interior. Perfurado e preso a cadeados violados, meu coração ainda tenta uma recuperação. Sei que precisava ter visto sua vida de romances, seus beijos sem piedade. Algo incrível? Ter meus melhores momentos por sua causa. Bem ou mal, precisei também crescer, e nada consegui deixar para trás. Hoje, vou largando cada pensamento, jogando como trilha, para quem sabe, você queira saber por onde andei e tentar me acompanhar. Ah pensamentos que me atraiçoa! Ainda penso o que não deveria.
(Ivana Almeida)

Músicas entre beijos

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Isso seria suficiente. O mundo a volta parecia um ensaio de delinqüentes, vozes tristes ritmadas por uma canção sem nota alguma. Tudo havia de piorar se não tivesse ajuda de um braço que me sustentou por longos tilintar de dentes. Como teria sido? Não me permito imaginar sem sua presença. Tudo por ter sido o mais forte, o mais constante, o melhor amigo, o melhor sorriso. Por dizer que foste o mais brilhante, digo mais: importante homem. Você deu letra a minha música doente e febril, livrou-me da dor e ensinou um dialeto único: o de te amar. De tudo, entendi que é aqui o meu recomeço. Obrigada.
(Ivana Almeida)

sábado, 5 de abril de 2008

Indagações finais

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Foi dito exatamente isso. Para que medir suas palavras, se hoje não são mais que dizeres ao ar? Deveras ter pensado em tão cortantes afirmações quando me convencia em sua doce lábia. Tanto esforço por uma afirmação? Poderia ter poupado tanto mais admitindo sua fraqueza como pessoa. Mostrar-se e ser, são inversas para ocupar algo em mim, e assim foi e sempre deveria ter sido. O que encontrei? Um coração, uma faca, um amor. Depois disso, apenas um líquido amargo de uma cicatrização lenta e dolorosa. Faz o teu mundo bem longe do meu, para que a minha fragilidade seja voltada a fortaleza que descobri ter. Tanto de um e bobagens de outro.
(Ivana Almeida)

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Ilusionista

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Você entende perfeitamente. Por que ver para um olhar tão sugestivo de promessas? Como é crucial a sensatez a centímetros de distancia. Querer sanidade, já passou a ser grande desafio, pois desejo tanto viver sua respiração ou sentir ao menos uma única vez seus dedos entrelaçados aos meus. Teus movimentos parecem cálculos e expressões que, sozinha, não consigo decifrar, porque envolve cada parte minha, cada pensamento.
Esperar centenas para um pouco mais ali, te vendo de tão perto. E derrubo-me para o erro de cair nos encantos seus, que fora um anzol jogado a um peixe faminto. Pior de tudo? Saber que estais mais longe do que distância física; estamos separados por sentimentos e disposição a tê-los. Mas vou lembrar desse teu sorriso, porque quem sabe me liberte desses teus olhos que me tira tanta a atenção. Espero não estar aqui quando souber de como sonhei.

(Ivana Almeida)

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Tiragem

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Mas daí pára e olha. O que foi feito do tempo usual? Para olhar realmente o todo, seria necessário ao menos uma grande metade de tudo isso. Pensar no espelho seria o mesmo de apenas olhar seu reflexo nos olhos do outro. Por que se restringir a sua própria satisfação? O proveito disso tudo, será um adeus casual, algo caiado de branco, para esconder as imperfeições movidas pelo tempo. Recomeçar? Tira essa maquiagem com traços enganosos, para poder realmente saber quem estar por detrás de um removedor. Essa é a coragem que fala baixo.
(Ivana Almeida)

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Até a mente

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Tudo termina com um cansaço. O inesgotável tempo que lhe era cedido, ao passar, passou. A noite lembrada de lágrimas, já não resistiu ao sono do dia seguinte. O beijo interminável, enfim terminou. Tudo, no seu literal, vem a acabar. A paixão? Ah, essa é conjugada à emoção, termina uma, não procure mais a outra, elas estão juntas nessa. Amor? Esse é aliado ao tempo, apenas ele dirá se é o que é. Se tudo real parece findar, prefiro te pedir uma única lembrança, para eu poder recordar assim, belo, criado para esse momento. Talvez não um beijo, quem sabe uma palavra ou até um sorriso para eu te fotografar em mente. De hoje para o sempre que passou.
(Ivana Almeida)

terça-feira, 1 de abril de 2008

Malefícios




O homem sofre de uma inclinação a fugir de seus erros e de medos assombrosos. Por que acha que o sono é o melhor tranqüilizador de todos? Eficazmente é lá que se cria outra realidade, de amor ou de ganância, de poder ou de pureza; objetivados vão ao encontro do próprio dormir – escapa do que te faz acordar. O adormecer, parte bela do refugiado, o acordar, amedronta o “enfrentar” os próprios temores e bicho-papão. As cobertas seriam mentiras, choros, escapadelas. Arranjos e rearranjos de momentos para curar-se, mas algo negativo querendo superar.
Tudo isso para não ter que te encarar e falar tudo o que eu sinto. Ah, esse medos...!
(Ivana Almeida)