segunda-feira, 31 de março de 2008

A dor de ter nascido humano

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As dores de morrer não fazem o sofrer mais do que a dor de amor. Criar uma doença pode ser fatal, tão quão surgir um amor amargurado, que necessita de uma vida. Todos possuem o amor dentro si, uns desenvolvidos, outros, por terrível atrofiação, mas o realizá-lo seria uma longa transição de si, para o próximo. Ter-se amado, amando recebendo, notará que não será um corpo único, mas a junção deles mostrará um amor inigualável. Disposição ao amor.
(Ivana Almeida)

Viva, é o tempo!

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Ah, o tempo! Como saber sua origem se desde que nasci você já havia de me fazer visitas? Como te desejar um bom dia, se quando tal, me vê envelhecida? Reminiscências, o tanto do meu pretérito, foi você quem mais se fez presente. De saber, o tempo, gostarei de tudo mais tarde, agora não posso aguardar o seu passar. Sei que fazes os mais racionais prazeres, mas deixa, o coração precisa chorar, catar, te escrever. Tão lúgubre, tão vilão, e você aqui, passando por mim. Ah, o tempo.
(Ivana Almeida)

domingo, 30 de março de 2008

Dia por dia

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É aquele velho ponto de partida: um bom dia atrás da boa noite. Criar esperanças para surtir momentos de alegria, ou ao menos equilibrista, ah esse sonho! Tudo depende temporariamente do dia, do sol, da lua. Por enfeito do tempo, parece tudo passar, brilhar, anoitecer, mas sempre com o toque do bom dom. Vendo as gotas do céu acariciando a terra seca, faz lembrar das tempestades provocadas por grande fúria do amor de tal. Ah, criatura, isso é apenas a chuva no quintal. Deixa o dia virar noite, daí a gente conversa.
(Ivana Almeida)